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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Nenhuma Praga chegará a tua Tenda.

A paz do Senhor Jesus Cristo a todos! Quero vos compartilhar a palavra do Senhor Deus; o nosso pão diário.

Salmos cap 91 v 10
“ Nenhum mal te sucederá nem praga alguma chegará a tua tenda”


A humanidade está passando por mais uma crise,(gripe suína H1N1) que está se agravando dia após dia,dengue,ebola e quantos tantos outros vírus tem destruído e . E os governos mundiais, entre eles o Brasil, tenta evitar pânicos dizendo a população, que a vacina já está chegando, que nós estamos preparados para mais esta crise e por ai vai os argumentos, para tentar minimizar os problemas e principalmente os psicológicos, causado pelo medo. Diante disto, eu chamo sua atenção para um praga de mortandade que ocorreu cerca de mil e quinhentos anos a.C (1500 a.C). 

Disse o profeta Moisés o servo do Senhor Deus, ao rei do Egito Faraó:

“Deixa ir o meu povo, para que me sirva(Deus) no deserto” (Êxodo cap 7v 16)
Ao impedir o povo de Israel de sair para adorar a Deus no deserto, Deus enviou uma praga ao Egito por sete dias tornando em sangue suas águas (Êxodos cap 7 v 20, 25).E como, se não bastasse, Faraó endureceu seu coração para não ouvir a Deus e por conseqüências desta dureza Deus enviou outras nove(9) pragas ao Egito.

→ A praga das rãs (Ex 8 v 1)
→ A praga dos piolhos (Êxodo 8 v 17 e 19)
→ A pragas das moscas (Êxodo 8 v 21 e 22)
→ A peste sobre o gado (Êxodo 9 v 3 e 4)
→ A praga dos Tumores e úlceras (Êxodo 9 v 10)
→ A praga das saraivas (Êxodo 9 v 18 e 25)
→ A praga dos gafanhotos (Êxodo 10 v 4)
→ A praga da escuridão ( Êxodo 10 v 21 e 22)
→ A praga da morte dos primogênitos (Êxodo 11 v 4 à 6)

Diante disto, Deus revelou seu favor, amor e proteção ao seu povo Israel, pois disse Deus ao rei do Egito o Faraó : “Na terra de gósem (bairro do Egito onde morava o povo de Israel), não haverá enxame de moscas, para que saiba que eu sou o Senhor desta terra” (Êxodo cap 8 v 22);
● E ainda falou ao rei do Egito Faraó :
“Eu farei distinção entre o gado de faraó e o gado do meu povo Israel e o gado de Israel nenhum morrerá” (Êxodo cap 9 v 4)
● E quando Deus enviou a ultima praga a praga da mortandade que mataria todos os primeiros filhos dos egípcios e também dos animais. O Senhor Deus falou ao seu povo Israel dizendo:
(Êxodo cap 12 v 3,5,7,8 e 13)
(v 3)→ Cada família pegue um cordeiro
(v 5) → Cordeiro macho sem defeito de um ano de vida
(v 7) → O sangue do cordeiro deve ser colocado nas portas e janelas das casas onde o cordeiro foi morto, assado e comido.
(v 13) → O sangue do cordeiro será por sinal, nas casas em que estiverdes,Vendo eu o sangue, passarei por cima das casas e não haverá morte entre vós praga para vos destruir

Deus cumpriu tudo que falou por meio do profeta Moisés, enviando as dez (10) pragas ao Egito e com isto libertando seu povo da escravidão de Faraó, mas durante aquelas pragas, Deus protegeu seu povo do sofrimento. E para testar sua fé e obediência a sua palavra, nesta ultima praga lhes deu o sinal do sangue nos umbrais das portas como se viu no texto acima.

● Que Sinal de sangue é este?
Este sinal representava profeticamente o sangue do Senhor Jesus Cristo vertido na cruz, por nossos pecados, pois assim como aquele sangue preservou a vida do povo de Israel, o sangue do Senhor Jesus na vida de todo aquele que crer o protegerá da morte e da morte eterna.
Disse o profeta João o batista ao ver o Senhor Jesus :
“Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João cap 1 v 29)

Amados assim como Deus preservou seu povo Israel, das pragas, ele na pessoa bendita o Senhor Jesus quer te livrar da morte e morte eterna, pois diz a palavra de Deus pelo Apostolo Paulo:
“ Nossas vidas estão escondidas em Cristo em Deus” (Cl Cap 3 v3).Tal palavra está em harmonia com o Salmo cap 91 que diz :
“Aquele que habita no esconderijo do altíssimo a sombra do onipotente descansara.” Todos aqueles que acreditam em Jesus e no seu sacrifício ali na cruz, por nossos pecados ,está escondido, protegido e descansando a sombra do Onipotente.


quarta-feira, 25 de março de 2015

A Oração Eficaz
I Reis 18:41-45

[41] Então, disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque já se ouve ruído de abundante chuva.
[42] Subiu Acabe a comer e a beber; Elias, porém, subiu ao cimo do Carmelo, e, encurvado para a terra, meteu o rosto entre os joelhos,
[43] e disse ao seu moço: Sobe e olha para o lado do mar. Ele subiu, olhou e disse: Não há nada. Então, lhe disse Elias: Volta. E assim por sete vezes.
[44] À sétima vez disse: Eis que se levanta do mar uma nuvem pequena como a palma da mão do homem. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva não te detenha.
[45] Dentro em pouco, os céus se enegreceram, com nuvens e vento, e caiu grande chuva. Acabe subiu ao carro e foi para Jezreel.

Dentro desse texto de I Reis, vemos que o modelo de oraçâo eficaz pode ser comparado a oração de Elias, que orou para que não chovesse e não choveu e, depois, orou para que chovesse e choveu.

Vemos que, dentro da Palavra, além de descrever como oração, essa conversa com Deus é chamada também de:

"invocar a Deus" - Sl 17:6,
[6] Eu te invoco, ó Deus, pois tu me respondes; inclina-me os ouvidos e acode às minhas palavras.

"Invocar o nome do Senhor" Gn 4:26,
[26] A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do SENHOR.

"clamar ao Senhro - Sl 3:4,
[4] Com a minha voz clamo ao SENHOR, e ele do seu santo monte me responde.

"levantar nossa alma ao Senhor" - Sl 25:1,
[1] A ti, SENHOR, elevo a minha alma.

"buscar ao Senhor" - Is 55:6,
[6] Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.

"aproximar-se do trono da graça de Deus" - Hb 4:16
"chegar perto de Deus" - Hb 10:22.

A determinação de orar é descrita no imperativo - orar sem cessar - I Tss 5:17 (outros textos: I Cr 16:11 e Salmos 105:4).

I Tss 5:17 - [17] Orai sem cessar.
I Cr 16:11 - [11] Buscai o SENHOR e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença.
Salmos 105:4 - [4] Buscai o SENHOR e o seu poder; buscai perpetuamente a sua presença.

DEVEMOS ORAR PARA:

- Recebermos poder - Atos 1:8
[8] mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

- Libertarmos outras pessoas ou sermos libertos - Atos 4:31
[31] Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.

- Para a obra do Senhor prosperar - Rm 15:30-32 - II Co 1:11 e Cl 4:3-4
Rm 15:30-32 - [30] Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor,
[31] para que eu me veja livre dos rebeldes que vivem na Judéia, e que este meu serviço em Jerusalém seja bem aceito pelos santos;
[32] a fim de que, ao visitar-vos, pela vontade de Deus, chegue à vossa presença com alegria e possa recrear-me convosco.

II Co 1:11 - [11] ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos.

Cl 4:3-4 - [3] Suplicai, ao mesmo tempo, também por nós, para que Deus nos abra porta à palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual também estou algemado;
[4] para que eu o manifeste, como devo fazer.

- Para que Deus envie mais trabalhadores para a Sua Obra - Mt 9:38
[38] Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

PARA QUE ELA FUNCIONE PRECISAMOS DE:

- Crêr - Mc 11:24 e Mc 9:23
Mc 11: 24 - [24] Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.
Mc 9:23 - [23] Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.

- Orar em Nome de Jesus - Jo 14:13-14
[13] E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.
[14] Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.

- Estar em sintonia com a vontade de Deus - I jo 5:14 - Mt 6:10 e Lc 11:2 - Mt 26:42
I Jo 5:14 - [14] E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.

Mt 6:10 - [10] venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;

- Devemos estar dentro da vontade de Deus - I Jo 3:22
[22] e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável.

- Ser perseverantes - Lc 18:1-7 e Mt 7:7-8
Lc 18:1-7 - [1] Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer:
[2] Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum.
[3] Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário.
[4] Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum;
[5] todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me.
[6] Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo.

[7] Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?

sábado, 21 de março de 2015

Pela Graça

1. PELA GRAÇA DE DEUS: A força que precisamos para cumprir nossas promessas vem de Deus. A menos que nos apoiemos firmemente no Senhor, cairemos e afundaremos.
Todos podemos manter as promessa que fazemos a Deus se nos deixamos transformar pela sua maravilhosa graça. A graça de Deus você só recebe quando se entrega a Jesus.
A única maneira de nos tornarmos diferentes, é através da graça de Deus, sem o poder de Deus na nossa vida não podemos ser puros, bondosos ou leais. O propósito da primeira parte do voto (pela graça de Deus) é ensinar que sozinhos não conseguimos dar resultado na vida cristã.
Nós precisamos decidir não só crer em Deus, mas também obedecer-lhe.
A graça de Deus só faz por nós o que não podemos fazer sozinhos, por isso é preciso a cada dia tomar a decisão de agir corretamente e obedecer a Deus.

2.SEREI PURO: Ser puro é ter a mente e o corpo limpos de qualquer corrupção. É preciso acabar com o apego a qualquer hábito pecaminoso.Juvenil puro de coração é todo aquele cujas afeições não estão nas coisas terrenas nem nos prazeres do pecado, mas se centralizam em Cristo e nas alegrias de ser cristão. Esta transformação não se faz sem lutas porque a tendência humana nos leva sempre a pensamentos impuros. Jesus, porém nos mostra sua própria pureza. 
A pureza não acontece de repente, é o resultado das escolhas que fazemos a cada dia. Jesus se mantinha puro através da oração e estudo das escrituras. E se ele conseguiu se manter puro no meio de pecadores, nós também podemos fazer o mesmo com a graça de Deus.
Não devemos usar linguagem baixa e imprópria e nem contar histórias maliciosas.Nossa conduta é afetada pelo que vemos, ouvimos, tocamos, provamos e cheiramos. As diversões são para a religião o que a corrente de ar é para as chamas: quando suave, as atiçam, e quando forte as apagam. Analisema as diversões de que gostam para ver se elas estão extinguindo a religião de sua vida, ou  se estão abanando para que fique mais forte e mais bela.
Ter vida cristã não significa adptar a vida e sim ter uma vida completamente nova.


RESUMO DO LIVRO:PELA GRAÇA DE DEUS

 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Colossenses 3

1-PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à dextra de Deus.
2-Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;

A CIDADE DE COLOSSOS
Colossos ficava a sudoeste da Frígia, na Ásia Menor, às margens do rio Lico. A cidade foi importante no século cinco(5) a.C.. Depois foi perdendo sua importância diante do crescimento de Laodicéia, a 18 km, e Hierápolis (Col.4.13). O livro de Apocalipse confirma que Laodicéia era uma cidade rica (Ap.3.18).
Colossos perdeu sua importância devido à mudança no sistema de estradas. Isso passou a beneficiar Laodicéia.
A cidade dos colossenses foi destruída no século 12 d.C.. Escavações arqueológicas realizadas em 1835 descobriram um teatro e um cemitério da cidade.

DIVISÃO DO LIVRO
Como já é comum no estilo paulino, a epístola apresenta duas partes: doutrina (cap. 1 e 2) e aplicação prática (3 e 4). Paulo mostra de modo bastante consciente o valor do conhecimento e da experiência. Precisamos também valorizar as duas coisas, as quais precisam andar juntas (Os.4.6; Tg.1.22). O conhecimento isolado é inútil. Na oportunidade em que puder ser aplicado, então torna-se proveitoso. Se conhecermos a doutrina mas não a colocarmos em prática, a mesma será inútil. Por outro lado, a busca da experiência por parte de quem despreza o conhecimento, torna-se uma aventura perigosa. Quem busca apenas experiências espirituais e não quer aprender nada sobre Deus e sobre a bíblia, poderá, eventualmente, ter uma experiência com o inimigo e ser enganado. Observe em Colossenses 2.18, que as visões podem estar ligadas ao engano. Sabemos que Deus também dá visões (Joel 2.28), mas estas estarão sempre coerentes com a bíblia. Portanto, o conhecimento será o filtro para a experiência. O conhecimento é a base para o discernimento. Em Mateus 4, Jesus, ao ser tentado, combateu o inimigo através da Palavra de Deus, à qual Cristo conhecia de cor, sabendo também o seu real significado.
Na parte prática, Paulo dá instruções para os pais, esposas, maridos, filhos, servos e senhores. Orienta também em relação à oração, à pureza e liberdade cristã.

O PROBLEMA DOS COLOSSENSES
JUDAÍSMO E GNOSTICISMO

Epafras levou ao conhecimento de Paulo a situação dos Colossenses. O "relatório" apresentava dois aspectos importantes. Em primeiro lugar, foi dado testemunho a respeito da fé, do amor e do crescimento daquela igreja (1.4-8; 2.5). A outra informação dava conta de que alguns líderes estavam se infiltrando na comunidade e levando influências judaicas e filosóficas (2.8). Esses elementos estavam se misturando e produzindo heresias. A parte filosófica em questão era a doutrina dos gnósticos. Juntando tudo isso, os irmãos estavam sendo pressionados em relação aos seguintes pontos:
  • Valorização dos mistérios do gnosticismo.
  • Adoração a anjos, aos quais os gnósticos atribuíam a obra da criação.
  • Ascetismo exterior: abstinência de comidas e bebidas (influência gnóstica e judaica).
  • Observância da lei mosaica (influência judaica).
- Prática da circuncisão.
- Comemoração das festas judaicas.
- Guarda do sábado.
Os gnósticos acreditavam que o mal estava ligado à matéria. Este conceito produzia outros bastantes perigosos. Criam que, sendo a matéria má, então não foi Deus quem a criou, mas sim os anjos. Se a matéria é má, então a encarnação divina não poderia ser considerada um fato nem uma possibilidade. Assim, estava criado um sistema doutrinário que negava a divindade de Cristo e a obra da cruz.
Apesar de não ser diretamente responsável pela igreja em Colossos, Paulo reage energicamente contra aquelas heresias que ameaçavam a sã doutrina. Em seu combate, Paulo destaca a supremacia de Cristo. A sua divindade e a sua obra na cruz eram elementos plenamente suficientes para a refutação de todos aqueles ensinamentos judaicos e filosóficos (2.8-10). Se forma incisiva, Paulo derruba todos aqueles sofismas. Ele destaca que o mistério que nos interessa é Cristo, o qual já foi revelado a nós. Então, de nada importam os mistérios gnósticos (Col. 1.26-27; 2.2-3; 4.3). Se conhecemos a Cristo, não precisamos inquirir sobre nenhum outro mistério religioso ou filosófico. O nome gnosticismo vem do termo "gnose", que significa conhecimento. Paulo usa a mesma palavra para mostrar que o conhecimento de Deus através de Cristo é suficiente para suprir as necessidades espirituais do homem (Col. 1.9-10,27-28; 2.2-3; 3.16)
O gnosticismo atribuía a criação aos anjos, colocando-os como objeto de culto (2.18). A isso, Paulo combate ao dizer que Cristo, sendo Deus, é o criador de todas as coisas, inclusive dos anjos (1.13-17). Acrescenta ainda, que o Senhor Jesus está acima de todos os poderes angelicais, sejam eles principados ou potestades, os quais estão sujeitos ao senhorio de Cristo (2.10,15). Adorando anjos, os gnósticos estavam, de fato, adorando demônios, pois os anjos de Deus não recebem culto. Paulo associa os "anjos dos gnósticos" aos demônios quando diz que Cristo despojou os principados e potestades, expondo-os ao desprezo.
Com relação às questões judaicas, Paulo insiste naqueles pontos já presentes nas outras epístolas. Cristo já nos resgatou do domínio das exigências cerimoniais da lei. Ele a cravou na cruz (2.14). O significado de Cristo em nós (1.27) supre totalmente o que poderíamos buscar através da circuncisão (2.11; 3.11), ou das festas, ou dos sábados (2.16-17). Já temos Cristo. Então não precisamos mais desses elementos judaicos, os quais possuíram o seu valor numa época em que Cristo não tinha vindo ao mundo. Paulo diz que aqueles elementos do judaísmo eram "sombra". Cristo é a realidade. Não precisamos mais da sombra. O autor da carta aos Hebreus usa a mesma linguagem para comparar a lei e o judaísmo com a realidade cristã (Hb.8.5; 10.1).
Os judaizantes e os gnósticos traziam um fardo de mandamentos exteriores para os gentios convertidos ao cristianismo. Contudo, suas leis atingiam apenas questões superficiais e até supérfluas. Afirmando que a matéria é má, os gnósticos impunham severas regras de alimentação e disciplina. Contudo, nada disso seria útil ao espírito. Tal rigor poderia até ter utilidade para o corpo, mas era inútil para a alma e não poderia ser colocado como questão espiritual, religiosa, ou relacionada à salvação eterna. No capítulo 3, Paulo fala do que realmente afeta a alma humana: o pecado. De que adiantariam tantas ordenanças e rituais se o pecado continuasse ocorrendo livremente. Então, o apóstolo toca no que realmente era importante para os colossenses e continua importante para nós. Ao invés de ficar preocupados com questões de alimentação, eles deviam se preocupar em combater a prostituição, a avareza, a impureza, etc, pois estes elementos atrairíam a ira de Deus sobre os homens (Col. 3.5-6). Falando assim, Paulo mostra que, enquanto os gnósticos associavam o mal à matéria, o mal está é no pecado, na natureza pecaminosa do homem, e não na matéria em si.

O ATAQUE DE PAULO CONTRA AS HERESIAS
DESTAQUE PARA A SUPREMACIA DE CRISTO

A natureza de Cristo – Sua divindade e usa unidade com o Pai - (Col. 1.15-19)
Imagem do Deus invisível – Col. 1.15.
Criador – Col. 1.16.
Mantenedor da criação – Col. 1.17.

A vinda de Cristo ao mundo e sua obra na cruz – (Col. 1. 20-23; 2.13-15).
Os colossenses precisavam ser conscientizados ou lembrados a respeito da pessoa de Cristo, sua natureza e sua obra. A periculosidade de muitas correntes filosóficas e religiosas reside no fato de valorizarem muitos elementos, personagens, práticas e conceitos, tirando assim a atenção e a fé que deveriam estar concentradas na pessoa de Jesus. Ensinamentos, aparentemente inofensivos, estarão causando danos profundos na alma humana. Por exemplo, se começarmos a fazer do "pensamento positivo" a causa do nosso sucesso, então estaremos, sutilmente, negando a Cristo.
Assim acontece também com aquelas pessoas que dizem acreditar em Cristo, mas são devotas de uma série de "santos" ou "guias". O acontece com elas? Fazem suas orações a Jesus? Não. Acabam por ignorá-lo. Assim, de uma forma sutil, o diabo conseguiu o seu objetivo. Aparentemente, ele não quer substituir Cristo, apenas "acrescentar" um "personagem" aqui e outro ali. No final, Cristo já foi substituído na vida de muitas pessoas.
Paulo colocou em destaque a natureza e a obra de Cristo. Sendo quem ele é e tendo feito o que ele fez por nós, não precisamos de nenhum outro "personagem" espiritual que venha nos oferecer alguma coisa. Cristo é tudo o que precisamos para a nossa salvação. Seus ensinamentos são os únicos que vão reger a nossa vida espiritual. Nele estão todas as riquezas espirituais de Deus para os seus filhos. (1.27; 2.2; 3.16).


sexta-feira, 13 de março de 2015

Por Fabio Campos

Texto base: “Pois em Deus não há parcialidade”. – Romanos 2.11 (NVI)


Certa vez, um pastor, contou um relato (verídico) onde um missionário estava na missão no país da África do Sul. Devido o “apartheid” o preconceito racial era muito grande, e desprezar os negros era um comportamento absolutamente comum para aqueles racistas. Este missionário recebeu em sua casa as principais autoridades daquele país.

Ao receber esta “notável” visita (a vista dos homens), constrangido de que estas autoridades o atrelasse aos zulus, o missionário, então, fechou a janela, pois ela dava exatamente para o lugar onde os zulus estavam reunidos. Na medida em que ele fechava a janela, para que as autoridades não percebessem a sua comunhão com os zulus, o Espírito de Deus segredou no coração dele: “Feche a janela e Eu Fico do lado de fora”.

Lamentavelmente vemos que há em algumas igrejas certa distinção no tratamento para com o pobre para com o rico. Repare como os artistas e políticos são saudados por esses “pastores”. Geralmente estes líderes são pastores de multidão. Amam a massa, mas não se achega ao individuo. Faça uma pesquisa na igreja e você vai comprovar que 80% dos membros nunca tomaram um café num tempo de quinze minutos com estes “bispos” e “apóstolos”. Alguns nunca o cumprimentaram pessoalmente.




O favoritismo pelos “homens que são”, ao contrário de Deus que escolheu os “que não são”, por estas igrejas é grande. O cara mal chega dizendo que é evangélico, e por ter certa influência na sociedade logo já é posto por líder ou pastor. Que desgraça! O resultado disto é desastroso. Gente ímpia governando a igreja de Deus. Nestas igrejas você pode até ser vocacionado, mas se não tiver um bom emprego - uma conta bancária considerável ou não for “esteticamente” bonito aos olhos do mundo, sem chance para você no que concerne às aparições públicas. Esquecem que o pobre íntegro é melhor do que o rico perverso (Pr. 19.1). Isso é pecado e saiba que tal líder tem por “deus” a mamon (Mt 6.24).

O texto de Tiago [2.1-9] é bem claro e denuncia este “favoritismo”. Imagine você - dois homens chegando para prestar o culto a Deus. Tiago diz que os dois são crentes de verdade. Todavia, um é bem pobre, ao ponto de Tiago chama-lo de “pobre andrajoso” (mendigo para nós); já o outro é um homem muito rico que se destaca pelas suas lindas vestes e pelo o seu anel de ouro. O pobre chegou primeiro no culto; o rico chegou depois. O que estava acontecendo, é que o pobre (por ser mendigo) deveria ceder lugar para o rico.

Entretanto, o pobre só tinha aquela roupa. Ele trabalha e dormia com ela, e por estar gasta e cheia de manchas, o pobre, devia ceder o seu lugar para o rico (hoje seria o púlpito [para contar o seu testemunho] e os primeiros lugares) e tinha que ficar lá traz da igreja e em pé.

Não é isto o que vemos hoje? Parcialidade dentro das igrejas? Dentro da igreja do Senhor Jesus não existe rico nem pobre – famoso ou gente comum. Todos são igualmente pecadores perdoados por Deus. Tratar alguém com favoritismo – seja por ser rico ou famoso – em detrimento do pobre e daquele que tem a vida “comum” – é pecado, pois tal coisa não está certa diante de Deus.

Muitos usam o argumentam que, por ser “famosa” ou “rica”, tal pessoa, trará um numero maior de pessoas ao Evangelho. Será? Deus precisa do homem para converter o coração de alguém? Não seria Ele poderoso para das pedras “suscitar” filhos de Abraão (Mt 3.9)? Não é mais o Espírito Santo quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8)? Você acha mesmo que Deus está desesperado em busca da multidão sendo que para Ele uma “alma vale mais que o mundo todo”? Sinceramente, tal argumento é posto para trazer um conforto na consciência culpada destes líderes devido o pecado da “parcialidade”.

Nada dentro da igreja deve ser feito com favoritismo (1 Tm 5.21). Deus não olha como o homem olha, pois Ele não vê a conta bancária, mas o coração (1 Sm 16.7). Paulo detestava este tipo de comportamento e jamais agiria desta forma, como ele mesmo disse: “Quanto aos que pareciam influentes — o que eram então não faz diferença para mim; Deus não julga pela aparência — tais homens influentes não me acrescentaram nada” (Gl 2.6) NVI.

Você pode até ficar empolgado e ostentar que tal artista é da sua igreja, todavia, Deus não considera assim e odeia tal comportamento, como está escrito: “Não é verdade que ele não mostra parcialidade a favor dos príncipes, e não favorece o rico em detrimento do pobre, uma vez que todos são obra de suas mãos” (Jó 34.19 NVI). “Coitado” do irmão pobre que serve a igreja com tantas dificuldades. Sente-se zombado e menosprezado; mas Deus toma a dor dele e sente o que ele sente. Deus se volta contra aqueles que exaltam o “artista” em detrimento do popular (Pr 17.5).

Que Deus nos livre desta praga que se instalou no seio de algumas igrejas, ou seja, o favoritismo que tem por crivo a “posição social”. Tal coisa não tem nada haver com o Evangelho e longe está da postura do Soberano Senhor - Criador dos Céus e da Terra, dono do ouro e da prata - mas que preferiu vir a terra como servo. Tinha toda a Glória, mas esvaziou a si mesmo e se fez pobre (Fp. 2. 5-11); por isso foi desprezado, pois a sua aparência não tinha beleza (Is 53.8). Muitos por analisar somente a aparência estão rejeitando o próprio Senhor Jesus.

No entanto, O “manso e humilde” de coração é Rei dos reis e Senhor dos senhores. A maioria dos seus escolhidos não é sábio segundo o mundo - e nem poderosos de nobre nascimento. Ele escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; as coisas humildes e as desprezadas (aqueles que mal são visto) para reduzir aqueles que são bem visto (1 Co 2.26-28).

Tudo porque “não há justo se quer (Rm 3.10)”; todos voltarão ao pó (Gn 3.19); por isso ninguém (seja o gari ou o presidente da república) poderá se gloriar diante de Deus (1 Co 2.29). Fuja disto e não seja conivente com o comportamento destes líderes; pois a Escritura exorta a agirmos diferentes de tudo isto que temos visto dentro destas igrejas que preferem os artistas. Fique do lado que o Senhor está, pois assim Ele diz:

“Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam DISPOSTOS a associar-se a PESSOAS de POSIÇÃO INFERIOR”. – Romanos 12.16 (NVI)

sexta-feira, 6 de março de 2015

quarta-feira, 4 de março de 2015

A separação do homem e Deus.

 


Todos nós, homens e mulheres, somos pecadores, como nos diz o apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos:

...“como está escrito: Não há justo, nem um sequer.” (Romanos 3:10 ARA)

"Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus". (Romanos 3:23 NTLH)

A origem do pecado do homem está no início dos tempos. O livro do Gênesis nos diz que Deus criou o céu e a terra, os vegetais, as estrelas, o mar e os animais, e ao final viu que tudo "era bom". Então Deus criou o ser humano, à sua imagem e semelhança e o colocou no Jardim do Éden, para que tivesse muitos filhos, povoasse o mundo e dominasse a terra. Deus deu ao primeiro homem o nome de Adão e à sua mulher o nome de Eva. E Deus viu que, agora com a presença do ser humano, tudo que havia feito era "muito bom". ( Gênesis capítulos 1 e 2) .

O ser humano é a Coroa da Criação do Senhor, feito à Sua imagem e semelhança e por isso, Deus o dotou da capacidade de escolher e tomar decisões, assumindo assim também as conseqüências de suas escolhas. Deus tinha pelo homem amor incondicional, mas queria que o homem também o amasse, demonstrando amor através da obediência. No Jardim do Éden, o homem era perfeito e feliz, conhecia a Deus, amava-o, relacionava-se com o seu Criador. E assim deveria permanecer, contanto que continuasse a obedecer a Deus em todas as coisas. Mas, não existe obediência sem a possibilidade de desobediência. Deus não queria que o homem fosse um boneco, um ser sem vontade própria, mas sim que o homem o amasse e o obedecesse por sua própria vontade. Para tanto, Deus colocou no centro do Jardim do Éden uma árvore e ordenou ao homem:

“E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,
Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis 2:16-17 ACRF)

Deus disse ao homem que poderia comer dos frutos de qualquer árvore do jardim, exceto a árvore que estava no centro do jardim, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Se comesse desta fruta, morreria. A desobediência a essa regra simples, acarretaria em pecado, afastando-o de Deus. Como Deus é a fonte de toda vida, a conseqüência deste afastamento seria a morte. 
Mas a serpente, que é Satanás, o diabo, passou a tentar Eva dizendo:
“Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.” (Gênesis 3:4-5).

Satanás tentou Eva, dizendo que se comesse da fruta, seria muito poderosa. Eva então comeu do fruto proibido e deu a seu marido, que também comeu. Adão e Eva  preferiram crer na serpente a crerem em Deus. Os pecados do ser humano foram, portanto, a incredulidade, a falta de fé, a desobediência e a escolha de ouvir e obedecerem a Satanás no lugar de obedecerem ao mandamento dado por Deus. A escolha estava em poder do homem de decidir ele tinha total capacidade para manter-se em obediência, mas escolheu o caminho do pecado.
O Criador então cumpriu o que havia dito e expulsou o homem do Jardim do Éden, pois como diz a bíblia:

 "Porque o salário do pecado é a morte..." (Romanos 6:23 ARC) 
...”e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”.(Tiago 1:15 ARA)

"Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça" (Isaías 59:2 ACF).

Contudo Deus pelo seu amor infinito e de sua misericórdia planeja resgatar a humanidade e reatar os laços de pai e filhos que somos D’ele.